O Oscar dos Livros

Um reconhecimento mais do que justo...
No último domingo assistimos a premiação do Oscar 2012. The Artist foi talvez o grande vencedor da noite, conseguindo prêmios importantes, como melhor diretor, ator e melhor filme. Como sempre, ficou a discussão se a premiação foi justa e se realmente o melhor filme venceu. Discussões a parte, vale um destaque para um ponto interessante, que quase sempre norteia a premiação do cinema, mas que neste ano teve muitos exemplos: Muitos filmes indicados foram adaptados da literatura.
Não quero discutir - pelo menos não neste momento - se as adaptações foram boas ou ruins. O destaque aqui é para a grande quantidade de filmes inspirados em livros que tivemos nesta edição.
Parece óbvio a fonte de inspiração, uma vez que, como eu até já mencionei aqui na coluna anteriormente, um livro de sucesso pode alavancar a produção e a comercialização de um filme. E essa é uma via de duas mãos, já que um bom filme contribui para a divulgação e comercialização de um livro. Temos exemplos das duas formas, se pensarmos em filmes como Harry Potter ou James Bond, cujos livros de sucesso foram aval para as produções cinematográficas. No outro lado, filmes como Eragon, Senhor dos Anéis e Sherlock Holmes, ajudaram a resgatar a popularidade dos títulos, que andavam esquecidos nas prateleiras.
Neste ano tivemos muitos filmes inspirados em livros indicados para os principais prêmios. Harry Potter já foi mencionado, com o último filme da série. A lista segue com títulos como The Help, Extremely Loud & Incredibly Close, War Horse, Hugo, The Girl With the Dragon Tattoo e The Descendants.
The Girl With the Dragon Tattoo, da trilogia Millenium, possui um excelente review aqui, escrito pela nossa querida Paula Neves. The Help trata sobre as histórias de vida das empregadas negras na cidade de Jackson, no Mississippi, que tinham que enfrentar o preconceito num país marcado pela segregação. War Horse fala sobre a história de amizade entre Albert e seu cavalo, Joey, que é mandado para a cavalaria, durante a Primeira Guerra Mundial. Hugo mostra um menino com um talento absurdo para concertar coisas, que se vê envolvido num mistério enquanto tenta realizar o último sonho de seu pai. Extremely Loud & Incredibly Close narra a comovente história do jovem Oskar Schell, cujo pai morre no atentado do 11 de Setembro, e sua tentativa de solucionar o mistério, deixado pelo próprio pai antes de morrer. The Descendants fala sobre Matt King, descendente dos reis do Havaí, que é o responsável por administrar as terras herdadas por sua família.
Todos os livros parecem ser muito cativantes, com personagens muito bem imaginados e histórias bem desenvolvidas. Livros como The Help, Extremely Loud & Incredibly Close e Millenium, por exemplo, estão há bastante tempo na lista de best sellers do The New York Times. Aliás, The Help já está a mais de um ano na lista, e geralmente figurando entre os cinco primeiros.
Livros assim são um prato cheio para os roteiristas fazerem suas adaptações, algumas vezes questionáveis é verdade, mas que sempre ajudam a popularizar um livro, ainda mais em um país como o nosso, onde a literatura precisa de muitos incentivos ainda.
Fica a dica para boas leituras.
