ManjaBooKi!!

Review: Assassin's Creed - Irmandade

Escrito por Natan. Postado em ManjaBooKi

Imagem do Artigo - Review: Assassin's Creed - Irmandade

Requiescat in Pace... 

Bom, cumprindo a promessa feita no preview de lançamento do livro, venho aqui promover um review de mais um livro fantástico da editora Galera Record: Assassin’s Creed - Irmandade.
 
Imagem do Artigo - Review: Assassin's Creed - IrmandadeCaso ainda haja pessoas que não saibam ou não conhecem a série, o que é meio difícil dada a fama que o jogo alcançou, Irmandade é um livro baseado no jogo para videogames e computadores, Assassin’s Creed - Brotherhood. O jogo é a continuação da aventura de Ezio Auditore de Florença em sua jornada contra os templários. Se você ainda não leu nem jogou o primeiro jogo da trilogia recomendo cautela ao ler o artigo, pois pode ser que eu tenha que falar algo que deve soar como spoiler aos que não leram/jogaram. Contudo, vou tentar ser discreto como um assassino.
 
O livro começa dando seguimento aos eventos do livro anterior, onde Ezio recupera o pedaço do Éden, a maçã, e volta para Monteriggioni, onde seu tio Mario o espera juntamente de sua mãe e sua irmã. Contudo, a decisão de manter vivo Rodrigo Borgia revela-se um erro, duramente mencionado e reprovado por Maquiavel. O erro culmina com o ataque das tropas papais, lideradas por Cesare Bórgia, filho do papa, à fortaleza de Monteriggioni. Mario Auditore é morto e Ezio escapa, mas Caterina Sforza vira refém dos Bórgia.
 
Ezio então inicia uma jornada para uma Roma corrompida pelo poder do papa e dos templários, na tentativa de reunir aliados que possam ajudá-lo a derrotar Bórgia. É neste tema que gira o belo roteiro de Irmandade, mais uma vez assinado por Oliver Bowden.
 
Imagem do Artigo - Review: Assassin's Creed - IrmandadeOs assassinos, agora sem o seu líder, uma vez que Mario está morto, precisam ser encontrados. Roma está arruinada, e seus cidadãos sem esperança. Aproveitando este cenário de destruição, Ezio inicia uma ambiciosa e ousada tentativa de recrutar cidadãos e novos assassinos. Armado com as armas do Códex, ele traz esperança ao povo de Roma, que começa a vislumbrar uma saída para a tirania dos Bórgia.
 
Imagem do Artigo - Review: Assassin's Creed - IrmandadeAlgumas considerações são essenciais: Leonardo da Vinci foi capturado por Cesare Bórgia e começa a produzir armas e invenções para o exército papal. Porém, algumas invenções ele faz com “falhas” estratégicas que são exploradas pelos assassinos. Da Vinci aparece ainda mais genial, providenciando novas armas para Ezio em segredo enquanto trabalha para exército. Temos também as aparições dos outros personagens históricos, como a já mencionada Caterina Sforza, Nicolau Maquiavel, Lucrécia Bórgia, Giuliano della Rovere, Bartolomeo d’Alviano, entre outros.
 
Imagem do Artigo - Review: Assassin's Creed - IrmandadeA forma como o autor aproveita as lacunas históricas do período entre 1499 e 1503 é absurdamente bem desenvolvida. Temos, por exemplo, Bartolomeo d’Alviano, e sua luta ao lado da família Orsini contra os Bórgia - fato histórico -, passando por della Rovere, cardeal em San Pietro in Vincole, que sucedeu Pio III e era um rival declarado dos Bórgia, até aos eventos que levaram Maquiavel a escrever o lendário livro “O Príncipe” que, pasmem, foi inspirado em Cesare Bórgia, filho do papa Alexandre VI. De fato, a primeira edição do livro de Maquiavel recebeu uma dedicatória ao amigo Lorenzo de Médici, que aparece no primeiro livro dos assassinos.
 
Imagem do Artigo - Review: Assassin's Creed - IrmandadeEssas histórias são entrelaçadas com Ezio de uma forma tão contundente que ao ler o livro temos a impressão que Ezio é um personagem histórico e que a irmandade dos assassinos realmente existiu. Se todo o resto fosse ruim, apenas isso já seria o suficiente para me conquistar.
 
Por fim, para não ficar perfeito, achei o final um pouco corrido, com eventos que mereciam mais tempo para serem narrados. Nada que tire o valor da leitura como um todo, porém é bem palpável, ao observarmos o restante do livro, que tem um nível de detalhes bem maior do que no final. E, é claro, o roteiro deixou margem para a continuação, também baseada no jogo.
 
Para finalizarmos, achei a experiência de ler primeiro para depois jogar muito legal. Estou ainda na metade do jogo e poder ver com imagens tudo o que eu já havia lido tem se mostrado uma experiência sensacional, pois não retirou a dose de suspense e as descobertas que fazemos no jogo, mas aumentaram ainda mais a compreensão do roteiro. No próximo farei diferente, jogando primeiro para ler depois. Assim terei condição de avaliar se existe uma melhor forma para tal, já que livros baseados em jogos ainda são uma novidade e uma minoria nas estantes das livrarias.
 
De uma forma ou de outra, Assassin’s Creed - Irmandade é uma grande pedida não somente para os fãs dos games, mas para os amantes de um bom romance histórico, fantasia e suspense.
 
Arrivederci e buona fortuna!

Login

Últimos comentários