
Será que vão colocar o Angra pra cantar esta abertura também?
Se você tem mais de 20 anos e gosta de Animes e Mangás deve ser um dos bilhões de fãs espalhados pelo mundo. Se tiver entre 12 e 19, já deve ter ouvido falar da série que conquistou bilhões de fãs. Se tiver menos de 12... bom, deixa pra lá... rsrsrsrs...
Se ainda não deu pra notar estou falando do MELHOR desenho de TODOS OS TEMPOS! Não, não estou falando de Bob Esponja nem de Os Simpsons... Estou falando de Cavaleiros do Zodíaco!!!! Bom, ainda vou fazer uma postagem aqui homenageando esta série fantástica, mas dessa vez a postagem é dedicada à nova saga dos Cavaleiros que estreou em Abril no Japão: Saint Seiya Omega.
Parto do princípio que os leitores conhecem a série clássica, então me perdoem se eu falar algumas coisas que possam não ser do entendimento de todos, mas se você nunca sequer ouviu falar dos Cavaleiros então morra, pois você não sabe o que é desenho de qualidade.
Entramos aqui na série Omega, a mais recente aventura dos Cavaleiros, que finalmente começa a chegar por aqui, não graças as produtoras sedentas de dinheiro, mas graças aos fãs que fazem um trabalho gratuito apenas pelo carinho que têm pela série. A saga é narrada 25 anos depois da série clássica. Sendo mais preciso, 25 anos após a guerra santa. De fato, há uma lacuna a ser explicada e que é meio negligenciada, já que com o fim da saga de Hades e os eventos do filme Prólogo do Céu, ainda não sabemos o real destino dos Cavaleiros de Atena. Contudo, Omega deixa alguns Spoilers dos eventos pós Prólogo do Céu, e você deve ter isso em mente, tanto para continuar lendo este post como para ver o desenho em si.

Logo de cara temos Saori Kido, a deusa Atena do desenho original, brincando com uma criança. Sim, pasmem, pois a relação mãe-filho fica bem evidente entre os dois, embora ainda não se possa afirmar este fato. Então temos a chegada de um ser maligno que ataca Atena e a deixa ferida. Ela só não morre porque o ataque pára na defesa do cavaleiro de sagitário, Seiya. A cena é daquelas cenas épicas que devem ser relembradas por uns cem anos, mas a batalha acaba rápido, deixando ocultas as explicações do evento.
Na cena seguinte, após a bela abertura Pegasus Fantasy (que possui algumas alterações na letra), vemos o jovem Kouga - o menino que brincava com Atena - treinando para ser um cavaleiro com ninguém mais ninguém menos que Shaina de Ofiúco. Se o nome é estranho pra você, então você deve tê-la conhecido como Shina de Cobra.
O primeiro episódio gira em torno de Kouga e sua relutância para queimar o cosmo e se transformar em cavaleiro. Ele desconhece que Saori é Atena e não sabe que Seiya é um cavaleiro lendário. Contudo, no desenrolar do episódio vemos que a premissa é a transformação de Kouga no novo cavaleiro de Pegasus. O vilão é revelado como Marte, ou Ares, que aparentemente é mais poderoso do que os vilões anteriores, algo que já poderíamos esperar se tratando de CDZ, mas eu confesso que não quero ver o 27º sentido ou algo do gênero, então estou ao mesmo tempo curioso e temeroso pelo que eles farão com a série.

Os traços estão novos e possuem um lado bom e um lado ruim. O lado bom é que está mais suave – algo que talvez agrade os fãs novos que não viram a série clássica, mas não é nada agressivo aos fãs antigos. O lado ruim é que não está tão bonito como visto em Lost Canvas, que pra mim é um dos melhores traços de todos os Animes que já vi. Eu gostei das armaduras, e parece que sou uma exceção entre os fãs antigos, mas a de Pegasus está melhor do que em Lost Canvas, por exemplo.
Ainda sobre elas, algo que não agradou foi o fato delas não possuírem a forma de Constelação quando guardadas, uma vez que as armaduras não são mais transportadas nas famosas caixas, mas em pedras de diversos formatos. Não me agradou porque as caixas davam um tom realista para algo tão fantasioso como era, então agora ficou ainda mais surreal do que antes. Espero que haja uma boa explicação para o fato.
Agora é ver os demais episódios e ver se continua bom. Alguns fatores aqui são bem relevantes. A obra é dirigida por Morio Hatano e está sendo encarada no Japão como uma série original de anime. Mesmo assim, o roteiro é influenciado pelos eventos da série clássica, mas eu não vou me espantar se houverem erros de sequência ou mudanças, algo que deve desanimar os fãs antigos. Contudo a produção ficou para a Toei Animation, que produziu a série clássica nos anos 80, então não acredito que eles farão lambanças muito grandes. Além de tudo, o grande Masami Kurumada leva os créditos ideológicos da série, o que deve ajudar a proteger o roteiro de modinhas atuais.
Para finalizar, devemos lembrar que os eventos pós Prólogo do Céu jamais foram explicados e parecem terem sido abandonados. A coisa fica ainda pior se formos ver que Lost Canvas, com duas temporadas completas, também parece ter sido deixado de lado e ficamos sem saber muitas coisas, como os eventos de Dohko e Shion, únicos sobreviventes da Guerra Santa de Lost Canvas. O mesmo parece estar acontecendo com Prólogo do Céu, reforçado pela estréia de Omega e do mangá Next Dimension, atual trabalho de Kurumada. O que nós podemos fazer é pressionar e esperar, uma vez que Lost Canvas, por exemplo, foi cancelado pelos baixos índices no Japão, porém agradou aos fãs brasileiros.
E você, o que achou? Deixe seus comentários com sua opinião sobre a nova série dos Cavaleiros do Zodíaco.