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[Especial 50 anos de 007] A Origem e os atores - parte 1

Escrito por Julia. Postado em Reviews

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A origem do famoso espião e o perfil de Sean Connery e George Lazenby.

A Origem

Em meados de 1953, o ex-agente do serviço secreto britânico Ian Fleming escreve a primeira história do agente 007, “Cassino Royale”, a partir de uma experiência má sucedida com jogos de azar, durante a segunda guerra mundial, em Portugal. Segundo muitos afirmam, foi no famoso cassino de Estoril que Fleming conheceu Dusko Popov, o agente que serviu de inspiração para a criação do personagem James Bond. O nome do personagem surgiu a partir de um ornitólogo, o escritor de “Birds of the West Indies”. Esse mesmo livro aparece no filme “007 - Um Novo Dia Para Morrer”, e faz parte do disfarce de ornitólogo de Bond.

Ian Fleming morreu em 1964, pouco antes da estreia de “007 Contra Goldfinger”, em decorrência de um ataque cardíaco aos 56 anos.

Sean Connery

Com poucos papéis na carreira e apenas 32 anos, o então desconhecido Sean Connery foi escolhido para interpretar 007 nos cinemas. Produzido com apenas um milhão de dólares (orçamento absurdamente baixo até para a época) sua estreia em ”007 – O Satânico Dr. No” lhe trouxe reconhecimento mundial e o transformou em um ícone nos anos 60.
Connery esteve em seis filmes do espião: “O Satânico Dr. No” de 1962, “Moscou Contra 007” de 1963, “007 Contra Goldfinger” de 1964, “007 Contra a Chantagem Atômica” de 1965, “Com 007 Só se Vive Duas Vezes” de 1967 e retornou em “007 - Os Diamantes são Eternos” de 1971, após sua desistência em “007 a Serviço Secreto de Sua Majestade” de 1969, quando o papel do agente secreto ficou para George Lazenby.

Por ter sido o primeiro a incorporar o agente, os próximos atores sofreram com comparações ao estilo de atuação escolhido pelo ator e pelos produtores da época. Connery foi o mais elegante e requintado entre todos. Sua atuação trouxe ao mundo o estereótipo de cidadão inglês, conhecido como "poshed".

Suas atuações também foram mais sensuais, transformando-o em um grande galã sem muito esforço. O James Bond de Connery dormiu com praticamente todas as mulheres que passaram pelo seu caminho, estando ao seu lado na “luta” ou não, ele não perdoava. Apesar de muitos o considerarem o melhor 007 da história, curiosamente, Sean Connery nunca disse a famosa frase "Meu nome é Bond, James Bond", pronunciando apenas “Bond, James Bond” em todos os filmes.

No inicio dos anos 70, Sean Connery decidiu se afastar do papel que o consagrou, por entender que sua carreira estava estagnada e sua atuação limitada. Mas após 12 anos, ele volta a interpretar o famoso agente em “Nunca Mais Outra Vez”. Apesar de ser uma refilmagem de “007 Contra a Chantagem Atômica”, ele não é considerado um filme oficial da franquia, por não ter sido produzido por Albert Broccoli, o detentor dos direitos da marca para o cinema. Com isso, os produtores “Nunca Mais Outra Vez” não puderam usar a marca 007 e a trilha sonora oficial do agente. Outro ponto importante, é que apesar de Connery trazer novamente um tom mais sério para o filme, em muitos momentos existem referencias cômicas, marca registrada da atuação de Roger Moore.

George Lazenby

Apesar se ser considerado por alguns fãs, o melhor ator a assumir a papel do espião, George Lazenby foi solenemente ignorado pelo público. O australiano largou sua carreira de modelo para substituir Sean Connery, no papel do idolatrado agente secreto.

O Bond de Lazenby é o que mais destoa de todos os outros, principalmente por ser o filme mais incoerente com a imagem criada por Sean Connery nos filmes anteriores. Um dos exemplos dessa repentina mudança na imagem de Bond, em “A Serviço de Sua Majestade” ele se apaixona e casa, algo nunca imaginado em nenhum dos outros filmes.

Com o fracasso de bilheteria e a afirmação do ator de que o personagem não estava coerente com a época, Lazenby voltou ao anonimato.

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