Uma bela adaptação da SUA LINDA da Netflix

Fala pessoal!

Como prometido, hoje iremos falar sobre a série da Netflix que chegou para suprir uma necessidade de alguns fãs. Por que estou começando com isso?

Hollywood possui a habilidade de fazer obras primas da sétima arte. Seja no passado ou nos dias atuais, filmes literalmente imortais são produzidos todos os anos e possuem aquela característica que nos fazem falar deles por décadas.

Seja um filme de ação, suspense, drama, terror, ficção científica, ou qualquer outro gênero, os roteiristas e produtores de hollywood são e serão sempre reconhecidos por sua habilidade de produzir excelentes obras.

Porém, a mesma habilidade que eles possuem para o bem parecem possuir para o mal, já que algumas vezes os erros cometidos são tão grotescos que nos fazem duvidar e até mesmo questionar como alguns roteiros são liberados para produção.

Quem não lembra do fracasso que foi Dragon Ball Evolution? Um filme produzido para atender aos fãs de um dos maiores e melhores desenhos já feitos conseguiu arruinar de forma categórica tudo o que poderia ser produzido talvez para sempre. E isso acaba sendo ainda mais desastroso quando o roteiro é adaptado de alguma obra, como no caso do famoso Anime.

Temos exemplos de sobra com livros que são adaptados de forma preguiçosa por Hollywood. É claro que temos belas adaptações, mas o risco envolvido numa adaptação é maior, uma vez que o livro geralmente possui leitores que já conhecem a história antes dela ser lançada.

Essa introdução imensa é para fazer referência a um filme produzido em 2005 baseado nos três primeiros livros da série Desventuras em Série, de Lemony Snitcket.

Aquele filme teve tudo o que um roteiro adaptado não pode ter!

Desde a alteração de características básicas dos personagens até mesmo a furos da cronologia e do roteiro, o filme, estrelado por Jim Carey (talvez a única coisa boa do filme), foi um fracasso.

Diametralmente oposto a isso, a Netflix acertou em cheio com a sua versão.

Baseado nos QUATRO primeiros livros da série – que possui 13 livros – Desventuras em Série, da Netflix, é praticamente impecável na adaptação do roteiro dos livros.

Vejam bem, como toda as adaptações, a série possui diferenças aos livros, mas desde o básico, como as características dos personagens principais e secundários, até mesmo a ambientação e contextualização das situações, a série acerta em cheio e deixa o espectador que conhece os livros bastante feliz.

De igual forma, aqueles que nunca leram nenhum dos livros não ficam sem explicação para cada detalhe e cada evento que transcorre ao longo dos oito episódios. O roteiro é desenvolvido de forma a explicar e apresentar os personagens aos que não os conhecem, e a revelar um cuidado gigantesco da produção em adptar de forma leal aos leitores e conhecedores da história.

A trilha sonora mescla momentos engraçados com outros momentos mais melancólicos, dando o mesmo ar que sentímos ao lermos os livros. Aliás, os oito episódios possuem uma abertura particular, narrando alguns momentos que aconteceram e outros que poderão acontecer no próximo. Achei isso fantástico.

As atuações são excelentes. Neil Patrick Harris me surpreendeu. Não sou fã dele, mas a sua atuação como o desastrado e cruel Conde Olaf é sensacional. Diferente na sua forma com o Olaf de Jim Carrey, mas sua originalidade não foi nem menos nem mais leal ao personagem do livro.

Como eu já havia mencionado em outro post, as atuações do elenco jovem foram muito boas e bem leais também.

Malina Weissman, a Violet Baudelaire, a despeito de sua imensa semelhança com a atriz do filme de 2005 Emily Browning, atua ainda melhor e dá um show como a jovem inventora dos livros.

Louis Hynes, Klaus Baudelaire, nem se fala. Além deste Klaus possuir uma semelhança bem maior com os livros, Louis consegue passar ao espectador a nerdice de Klaus e sua inteligência.

Não há muito o que se falar da bebê Presley Smith além do fato de que ela é linda e fofinha como todos os bebês do mundo! Tara Strong é a dubladora dos momentos que Sunny fala em seu idioma próprio que só é reconhecido pelos irmãos. Tara Strong é a voz americana da Lindinha, da série animada As Meninas Superpoderosas.

Os demais atores que dão suporte ao elenco principal foram muito bem escolhidos e agregam valor a série.

Ao final temos uma série de oito episódios muito bem feita. A cada dois episódios um livro é abordado de forma bastante completa e fiel. Eu recomendo que você assista a série, disponível na Netflix, e que também procure os livros que são muito legais e proporcionam uma ótima experiência de leitura.